O caso foi evidenciado e trazido à tona novamente, durante o treino do Flamengo na manhã de Terça-Feira , na Gávea. O goleiro Bruno discutiu asperamente com o auxiliar-técnico Andrade. O goleiro reclamou muito de Andrade, que apitava a pelada e reagiu: - Está reclamando de quê? Você não é nada.
Bruno então devolveu:
- Você como jogador ganhou tudo. Como treinador, nunca ganhou nada!
Esse entrave nos faz pensar em como estamos vivendo em um mundo onde apenas o novo é certo, viável e legal. Não sou torcedor do Flamengo e muito pelo contrário, durante minha infância tive altas emoções nos Fla-Flus da vida, quando o time de Adílio, Andrade, Tita e Zico era um adversário a altura do casal 20, Washington e Assis. Mas não posso negar, o valor do Andrade para o futebol. Um volante que sabia sair jogando, formando um meio-campo fortíssimo com Adílio o lado, apenas tocando a bola para o Zico armar as jogadas do Flamengo. Como técnico? Andrade nunca foi técnico! Máximo que ele fez foi salvar o Flamengo e suas diretorias desastradas quando ficavam sem técnico e então fazia papel de interino. E somente está no Flamengo por amor, pois com seu currículo como jogador poderia ter tentado ganhar seu dinheiro (coisa que não vê no Flamengo há 2 meses!) em outro clube.
Essa discussão, nos faz lembrar de um ano atrás quando os jogadores atuais e novos da Seleção Brasileira, em um jogo comemorativo dos 50 anos da Copa de 58, não sabiam quem foram Vavá, Didi, Zizinho, Nilton Santos, Djalma Santos. Apenas conheciam Garrincha e Pelé. Isso é um absurdo!! Não que você deva conhecer todos os ícones da sua profissão. Porém, estes acima citados não representaram apenas a profissão de jogador de futebol mas sim uma nação inteira. Um país que tinha o "complexo de vira-lata", tão bem comentado por Nelson Rodrigues, oriundos do desastre da Copa de 50 no Brasil. Não só representaram a nação, como também apresentaram o Brasil à Europa. O país passou a ser conhecido no mundo e nunca mais passou despercebido.
Entre as rodas de conversas com amigos, percebemos que apenas os títulos mais recentes são comemorados e tirados como vantagem. Mas isso apenas porque somos jovens e não vimos os títulos dos primórdios da profissionalização do futebol. Títulos de 50, 60, 70 devem ser tão comemorados quanto das décadas de 80 e 90, quando efetivamente presenciamos essas conquistas. Não podemos nos esquecer que um dia envelheceremos e nossas maiores glórias da infância e adolescência serão ridicularizados pelas gerações mais novas e aí perceberemos o quanto difícil é ser velho numa sociedade que não tem memória!


2 comentários:
Andrade infelizmente sofre do velho 'amor não correspondido'...
nossas discussões da faculdade...
ahauiahauiahha
e o bruno é um completo idiota!
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